(( AMORA))




























































Solilóquio
'
N'alguma noite quando a insônia invade
O escuro impenetrável do meu quarto,
Em duplos fragmentos me reparto
E multiplico minha insanidade.
'
O escuro serve pra ser ver verdades,
E de minhas verdades ando farto.
É que as verdades me doem como um parto
De onde afloram incapacidades.
'
"O que foi que fiz?" eu mesmo me pergunto.
-Fiz quase nada. O outro eu responde...
E o eu inquirente insiste no assunto...
'
Mas o réu-confesso com a alma acuada.
-"Nesses fracassos caminhamos juntos,
Vamos dormir que é alta a madrugada
















 

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