sonetos de " DOROTY DE CASTRO"









SONETO EXPOSTO

Eleve a tua voz, grite, publique.
que o mundo saiba dessa insanidade
e se verdade for estenda o amor,
por raças, praças e até pela cidade...

Pinte quem sou e diga algo mais,
talhe meus olhos como fosse a lua,
nua me ponho para que me crie,
deitada em relva verde por demais...

Expõe o teu amor tão raro e belo,
juntando emblemas colorindo versos,
À vívida atração que causo em ti...

E o nosso amor será profetizado,
pelos poetas que ao buscar os temas,
Farão poemas como nunca li !

Dorothy de Castro 

Conselho
Olhe essa mulher,
Que está chegando,
Ouça -lhe os passos,
Peito arfando ..
A sua pele, queima
Como brasa,
As asas do nariz,
A denunciam,..
Ela te quer, não tenha dúvida, não tenha,
É o fogo que alimenta
A tua lenha...
Está chegando...
É ela, a tua mulher!
Dorothy Castro.



Me observe
Veja o que sou,
Uma desajeitada,
Fria como uma esfinge,
Porém jorra em mim o amor
Fizeste-me musa,um dia,
Deixei me levar em versos,
Antiquissimos poemas,
Fizeste pra mim um dia,
Em noites de juras loucas...
Pulverizando-me em beijos,
Que ardiam em nossas bocas!
Dorothy Castro.



Te observo, linda, em nossa cama
Quente, nua e minha todo o dia
No lambuzar dos versos, o verter amor
Na escolha que não tive, benção de viver-te
(EB) O POETA DAS ROSAS

IRREVERENTE

Sou desse jeito
E não me arrependo
De ser assim,um tanto irreverente
Mas trago em mim
Aqui dentro do peito
O amor que não tem fim
Que me faz ser desse jeito!
(DC) 


RECEITA DO SONETO

Vem da distância que a buscar o amor
Tece a saudade em pontos de agonia
Numa receita escrita em poesia
Guarde a receita escrita por favor...

Vem da mulher que lembra com presteza
Momentos idos de ardorosos beijos
Distribuídos com uma tal destreza
Por uma boca de ávidos desejos...

Sossega em transe dentro do poema
Que sonetando vai seguir viagem
Já tem a solidão já tem o tema...

Abril chegando em lúdicas paisagens
Recorda o corpo moço e roçador
Guarde a receita escrita por favor!

Dorothy de Castro — 
Ver meno


                                                      Dorothy Castro

RECEITA DO SONETO
Vem da distância que a buscar o amor
Tece a saudade em pontos de agonia
Numa receita escrita em poesia
Guarde a receita escrita por favor...
Vem da mulher que lembra com presteza
Momentos idos de ardorosos beijos
Distribuídos com uma tal destreza
Por uma boca de ávidos desejos...
Sossega em transe dentro do poema
Que sonetando vai seguir viagem
Já tem a solidão já tem o tema...
Abril chegando em lúdicas paisagens
Recorda o corpo moço e roçador
Guarde a receita escrita por favor!
Dorothy de Castro
Eu e outras queixas...
Também sou poeta
E amante,
Daquilo que tu escreves,
E muitas vezes, nem deves,
Escrever dessa maneira...
Ficas longe dos versinhos,
Ficas fraco de carinho,
E me causas tremedeira...
E tão distante tu moras,
Que vou lhe dizer agora,
O que estou a pensar;
Vou sonhar contigo, a noite,
Vou te mátar num açoite,
De tanto amar e beijar!!!
Dorothy de Castro.

Ouça...
Está arrumado o leito
Lençol branquinho de algodão por baixo,
Por cima, o de cetim...
E em mim , teu corpo quase morto de desejo,
E um beijo, bem demorado em sua boca...
Porque estou louca pra
beijar você!!!
Dorothy de Castro.





Pensando naquele sonho que eu tive,
Dias atrás...
Nós dois, sorvendo um
Champagne, naquele café,
Lá em Veneza...
Os olhos meus, dentro dos seus,
as nossas mãos,
fazendo promessas de momentos que viriam a noitinha...
Uma canção embalava esse encontro...
Charles Aznavour, cantava,
She... Apaixonada, ouvi você
Repetir baixinho as palavras da doce canção...
Dorothy Castro.

Eu tinha...
Eu tinha você na mão
No corpo e no coração,
Eu te fazia feliz,
Mas, o destino não quiz ..
Então resolvi assim,
Pensar um pouquinho em mim,
E dar adeus ao amor,
Mesmo que houvesse a dor ..
Dorothy Castro


Você, no imaginário do meu ser...
Quase um gemido,
Quase um estampido,
Um grito de dor, de amor,
Ou falta dele...
Você, a beleza, a certeza ou a incerteza de viver,
Você, o quase tudo ou nada,
Do que restou em mim,
Você...O fim!
Dorothy Castro.


Fica assim:
E nem precisas falar,
Fica entendido...
Que a poesia é fato consumado,..
Que poderia haver,
Sem ter havido...
E poderia amar, sem ter amado! (DC)
Fica assim:
E nem precisas falar,
Fica entendido...
Que a poesia é fato consumado,..
Que poderia haver,
Sem ter havido...
E poderia amar, sem ter amado! (DC)


A Poesia
Eu quero a poesia,
Escrita aqui do alto,
A me tomar de assalto,
A me sangrar o peito...
Eu quero desse jeito,
Com frases delicadas,
Que mostrem docemente,
As rimas atreladas...
Ao nosso terno enlevo,
Depois do amor bem feito,
E do carinho aceito,
E os versos que te escrevo ..
Dorothy Castro.

Aos Poetas, Feliz dia da Poesia.



O GRITO
Saiu da sua boca repentino
Alto, de sonoridade extrema,
Eu nada disse, esbugalhei os olhos...
Olhei para o menino,registrei a cena...
Podia ter gritado um outro tanto,
O eco certamente se ouviria,
Mas, resolvi fazer o que mais sei
Te responder em verso, em poesia...
Defeitos tenho eu sei, e não são poucos,
São velhos, são manias, são costumes...
Coisas que se vê muito,nos loucos...
Mas quando for gritar, grite baixinho...
Não acorde a criança que em mim dorme,
Deixe-a s onhar, que te dará carinho
Dorothy Castro


Tinha que ser...
Assim é que a vida foi andando,
Descortinando os dias e as noites...
Atentando as nebulosas
Luzes.
Eu caminhava pelo barulho,
que o meu riso escoava, num estonteante
desejo de correr,
correr tanto,
que alcançasse o pó
do meu sapato novo...
Havia lido, alguma coisa sobre,
o ser eterno num vestido branco,
de uma noiva que não foi desposada...
Agora o véu se rasga,
a aliança derrete e a promessa,
Se quebra em forma de um poema!
Dorothy Castro.



Conclusão
Eu sou como sou, ardente...
Mulher tranquila,
Indecente...
Você não vê, mas pressente,
Que te arranho em sedução...
Te parto, em duas metades :
Uma, pra sentir saudades,
Outra, pra viver paixão...
Nesse papel, te dou tudo,
Versos de amor, que desnudo,
Como flor despertada...
E te mostro essa pesquisa:
Dentro da sua camisa,
Só tem meu nome...
Mais nada!
Dorothy Castro


Lembro as coisas que disseste,
Quando o êxtase chegou,
Enlouquecido, me deste
O que o outro me negou!!!

(DC)            














E as coisas que eu te disse
Em encanto embebido
Na loucura que causaste
Era toda a primazia
De um engano solta foste
Para a vida, pois viveres
Conheceste nos meus braços
O que a fera te privou
(EB) O POETA DAS ROSAS



Responder
Que as ilusões não sejam perdidas,
Ainda, que a madrugada
Grite,
Ainda, que o silêncio obrigue...
Dorothy Castro




Se a ilusão perdida for ficará a lembrança
Forte como a rocha a sustentar o amor
Ao se manter nos dias de uma dor brutal
Me lembrarei de ti, de que minha luta foste
(EB) O TEU POETA ETERNO





Responder
Vai ser assim...
Estás aqui, no agora.
Tua presença é um misto de lembrança,
De vontade,
De paixão
De saudade,,
De desejo, de demora...
Mas, até quando estarás
aqui?
Ardo de amor por ti,
Sinto ternura,
Estás aqui, no agora
Mas e depois, essa lonjura?
Dorothy Castro


AUGUSTIANDO - I I

Era o silêncio tétrico e profundo
era a desilusão maior do mundo
era um desejo de se esparramar
na tenebrosa lápide da vida...

Era a ferida à sangrar silente
que se fazia demoradamente
e parecia não fechar jamais
se vida houvesse correria atrás...

Lábios num rito quase de amargura
lembrava frases de fatal tortura
do nada apareciam e se evadiam
se nunca os beijos nunca mais a vida...

Vejo porém que tudo há de findar-se
porque nascer é o mesmo que morrer
a morte teima em ser a namorada
a que vadia há de levar-te ao nada!

Dorothy de Castro. 
Ver menos


Era sim...
Era o abraço que eu queria,
Era o laço com que a poesia,
Apertava teu corpo ao meu...
Mas, se era isso, então...
Porque, meu amor,
Teu coração,
Ao seu afastar de mim,
Retrocedeu!
Dorothy Castro.



POETA AO LARGO
La vai seguindo esse poeta ao largo
Da rua morta quase sem ninguém
Somente o sol de primavera brilha
Pardais silenciosos vão também...
Vai esperando os versos vagabundos
Que ao seu encontro traz palavras lindas
Para escrever poemas mais profundos
Na urgência das passadas segue ainda...
Ao largo do caminho vai o bardo
O som da poesia em sua mente
Na forma d’algum blue anunciado...
Mas a canção não trás contentamento
Ele é poeta e a inspiração conhece
Carece da loucura como alento
Dorothy de Castro



❤
❤
Nem todas as cicatrizes são visíveis. Tome cuidado ao visitar a vida de alguém...(D.A) Simples assim...Beijos e Carinhos meus... Feliz quinta-feira!!!
❤
❤
SONETO INCONCLUSIVO
A vida é regalada do que é de gosto
posto que seja regalo-me de ti...
minh'alma doida desfolha um mal
me quer e eu... mulher tão louca
me faço rouca pra falar de amor
e expor delicias ao amado ausente
compondo meus poemas fogueados
que teus desejos deseja me supor...
Se essa paixão ficar inconclusiva
e se batermos nós em retirada
não mais amada hei de ser por certo...
Mas longe ou perto só restando o fim
certeza eterna de poder lembrar
que nem um verso mais terei de ti...
Dorothy de Castro
XXXX

Adeus...
Não vem comigo não,
Não vem porque eu não vou perto...
E não é certo o caminho,
Eu vou sozinho, vou ligeirinho...
E só tem pó no rastrinho.
mas não espere por mim...
Não tem volta, criatura,..
O lugar é uma lonjura
E só meus pés vão saber,
Se eu vou sobreviver....
Nessa última aventura!
Dorothy Castro.


Á mim, nenhuma censura
A mim, toda essa ternura
A loucura costumeira,
A delicia passageira,
Que tu gosta de provar...
A ti, o beijo, o abraço
Nesse carinho devasso,
No "ar cheio de cansaço,"
Tanto desejo de amar...
Agora, em versos loucos,
Eu te escrevo em linha reta,
Nunca te esqueças poeta,..
Podes dizer que é tolice,
Que esse amor é maluquice,
Mas eu vou sempre te amar!
Dorothy Castro

Consumo
Na tua distração, não vês
Que eu quero e nescessito muito mais..
Talvez um pouco de esperança,
Saber que a dança ainda,me fará rodopiár...
Sobre o teu peito, num frenesi poético...
Os passos se firmamdo, os pés se equilibrando,
E eu, de novo, te mostrando que existo, dentro do que resta em mim...
Não é, e nem será o fim!
Dorothy Castro


Idade...
Louca eu? Talvez...
Mas, é tão bom ser louca assim...
Louca pelo meu mundo,
Louca para amar...
Louca prá ter você,
Louca prá me dar...
Velha eu? Talvez...
O que fazer, se não sinto,
Os anos que tenho,
Não tenho idade, rugas,?
Não tenho...
Eu sou eu, nem velha,nem moça,
Nem nada...
Eu, simplesmente,
Sou amada!
Dorothy Castro.

...Em verdade eu te digo,
Que a resposta que me dás, é sempre aquela esperada...
A que se faz entender, a procurada nos teus dizeres...
Aquela que mostra nas entrelinhas, o teu oculto desejo,
Ah! a tua resposta é quase um beijo!
💋
...Leio-te a finco e me deparo,
com um fabricante de versos melancolicos...
Sinto que me devastas o corpo inteiro e como se não bastasse,
me invades também a alma...
Te fazes jardineiro, a cuidar de suas flores, tão "queridas"...
Posso compreender Otelo nesse momento e corro a um tribunal, onde Dostoievski me apresenta seu "Crime e Castigo"...
De volta,a realidade, num ato de quase masoquismo, leio-te mais um pouco e inda te amo!
Dorothy Castro.

... Me amo,me amo
Eu sei que me amo...
Mas, às vezes falho, às vezes calo...
Às vezes volto a me amar,
Depois, o amor, que já é triste,
Que não mais existe...
Me aponta em riste...
O desamor...
A dor!

Ser velho
Ser velho é difícil nos tempos de agora..
É perder a atenção, o respeito, os direitos,
É viver na demora,..
Ser velho, é carregar nos ombros, a sabedoria caduca
De toda uma vida,
É insistir que sabe, o que o mundo dúvida,,.
Ser velho, é andar de mansinho, contando baixinho, os passos que dá...
É almejar no resto de vida que tem, o carinho de alguém que o faça sonhar...
Sonhar que um dia, foi jovem também!


De Mim,
Eu, de louca ser
Ando cansada
Por isso e por mais nada, eu me despeço,
E peço que não chores,
E não demores a me esquecer... vá viver,
A tua vida,
Que é de paz e mais
Do que uma vida qualquer,
Outra mulher,
Há de te amar, há de pedir
teus beijos doces...
Como se fosses seu beija flor,
Eu vou embora, não chora...
Adeus amor!


Esqueça...
Toma um trago aqui comigo...
Mas não fales mal do amor...
Se e ruim com ele, pior sem ele...
Se a voz irrita, se grita, não liga, não briga...
Se e traiçoeiro ou companheiro, tanto faz..
O amor e isso, um bocado de. feitiço, não reclame...
Não esquente a cabeça...
Esqueça!
Dorothy Castro





Ausente...
Gosto de saber, que estou presente em ti...
Apesar desta minha ausência doentia...
Gosto de saber que te lembras ainda dos encontros furtivos que alegravam nossas vidas...
Das palavras fortes que nossas bocas proferiam...
Gosto de me lembrar da sua voz doce e marcante...
E que importância temos nós agora?
E que importa o sol depois da chuva?
De que vale nossos poemas de amor?
Não quero saber das frases que se apertam nas linhas do meu livro e nem do teu ..
Saber que estamos ausentes um no outro...
É o que nós resta!
Dorothy Castro


Languidez...
Hoje é domingo e o céu, é de brigadeiro num azul clássico...
O homem que eu amo, tem
pensamentos lujubres comigo...
Eu tento imaginar, como seria a cremação e qual a sensação de ser cremada...
O poema, já não quer ser languido ele quer ser livre!
Dorothy Castro.
Por isso...
Porque morrer faz parte,
Da arte de viver...,,
Mas, não precisava
Ser assim, com as dores,
Que eu sinto... E minto,
Se disser, que sou a mesma
Mulher...
A que corria, que amava,
Que sabia fazer um homem
feliz...
Mulher é mulher, a vida ensina,
Que o tempo chega e fecha-se a cortina!


Percepção...
Eu era a flor
Que você queria,
Que você regava,
Que você cuidava...
Eu te representava!
Mas aí veio outra flor,
Veio do passado,
Veio como esmola,
E te ofereceu,
Um amor
Antes tão negado...
E agora, quem sou eu? Nem amor...
Nem flor,
Nem nada!
Dorothy Cástro.








40 outras pessoas
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DIA DA SAUDADE
Hoje, o silêncio grita, faz um eco
Nesse quartinho estreito onde eu vivo,
Devassos pensamentos, emoções,
Eu, a decepção de tanta gente...
Estou naquela noite solitária,
Onde a saudade tem como desculpa,
A falta desse amor, a minha fonte
Que a sede mata, que sacia a fome...
E desde que te amo, sou pecado,
E se contorce em mim alma perjura
Só fazem me julgar por esse amor...
O vento na janela sopra, entanto
Sem perguntar por onde e nem porquê,
O assombro e a saudade de você...
Dorothy de Castro




❤
❤
Boa noite, quando o mundo diz "desista", Deus sussurra "tente mais uma vez". Simples assim!! Beijos & carinhos
❤
❤
SE...
Ai se tudo nessa vida fosse um fado
Ai se estrelas desse céu fossem cadentes
Ai se os beijos que pedi me fossem dados
Ai se o amor não fosse a dor que agora sentes...
E se tu mulher pudesses se encantar
Com os fados que te canto amargurado
Quando triste com a voz entrecortada
Eu me transporto ao mundo apaixonado...
Tenho comigo que nunca serei visto
Como o amor que anseias tão serena
Tenho comigo que nada, nada disto...
Será o bastante pra deixar sequer
Em minha voz cantante eu só existo
No falso olhar que tens mulher...mulher!!!
Dorothy de Castro



BUQUÊ DO BARDO.

Eu sou a flor, que insiste
em ser mais triste, no momento
em que me despetalo,
o talo frágil se parte com o vento...

Me faço flor como pede o poeta,
empresto as cores d'algum colibri,
e no jardim do amor onde eu nasci,
vi florescer um verso em linha reta...

Sibila o vento me levando a vida,
me arranca a alma já desfalecida,
esquece o bandoleiro que sou flor...

E que preciso enfeitar os campos,
com minhas pétalas secar o pranto,
com meu perfume inspirar amor!



Dorothy de Castro 










RECEITA DO SONETO

Vem da distância que a buscar o amor
Tece a saudade em pontos de agonia
Numa receita escrita em poesia
Guarde a receita escrita por favor...

Vem da mulher que lembra com presteza
Momentos idos de ardorosos beijos
Distribuídos com uma tal destreza
Por uma boca de ávidos desejos...

Sossega em transe dentro do poema
Que sonetando vai seguir viagem
Já tem a solidão já tem o tema...

Abril chegando em lúdicas paisagens
Recorda o corpo moço e roçador
Guarde a receita escrita por favor!

Dorothy de Castro — 
Ver me
nos




TESÃO SECRETO
Havia o êxtase testemunhado
pela poesia e mergulhado
numa espera fria onde eu viria
e seria tua para todo o sempre...

Os moralistas podem não gostar
podem ofender e até apedrejar
mas havia sim o amor atemporal
aquele amor animal às vezes...

beijar teus ombros e teus ouvidos
te provocando algum tesão secreto
em forma de poema eu te daria...

Veio a distância veio a nostalgia
e as decisões tomadas pela vida
não vale um terço dessa poesia!

Dorothy de Castro 
Ver menos
XXXXX

INVASÃO
Um homem feito de desejos ébrios,
eis o que és em sua imensa ausência...
súbito, sinto em mim todo o vazio,
daquilo que tu és e que preciso...
Invado-te e me ponho despojada,
de tudo que há em mim e que te basta,
ao teus ouvidos sopro o meu poema,
e a tua forma assumes sem juízo...
Quarto calado e sua voz entrando,
em elos mais unidos me querendo,
estou contigo e tu estás comigo...
Me arranhas na saudade diluída,
e a tua alma inteira me deseja,
tudo não passa de paixão... me beija!
Dorothy de Castro. 
Ver menos

XXXX

MAIS QUE AMOR

Ousava admirar minhas penumbras,
e estremecia como se sofresse,
o amor conhecimento de uma causa,
digamos que seria em causa própria...

Sem respirar pra que eu não acordasse,
embora apenas isso desejasse,
saboreava os beijos antes de dá-los,
imaginava o gosto antes de tê-los...

Poeta ardente repetia as rimas,
que escreveria em frases preparadas,
vontade de fazê-lo no meu corpo...

Tremia tanto ante a nudez exposta,
e por outros motivos quase dor,
paixão desmesurada mais que amor!

Dorothy de Castro 
Ver men



ODE AOS LUSÍADAS
Peço à Vulcano raios emprestados...
Vou me vingar do amor...
E no Parnaso, habitação das musas,
Busco nas fontes minha inspiração...
Vou de fininho à plantação de Baco,
Quero beber seu vinho, embriagar...
Minha cabeça onde Diana e Febo,
Tem um segredo sendo lua e sol...
Batalhas sanguinosas, viciosas,
Dos turcos pelo império bizantino,
Imprime a intolerância a Maomé...
Homero vem, que faço-te imortal,
Sou tua ninfa Calipso sou teu vício...
Eu tenho em mim todas as soluções,
Eu sou poeta plantada por Camões!!!
Dorothy de Castro /




INVASÃO

Um homem feito de desejos ébrios,
eis o que és em sua imensa ausência...
súbito, sinto em mim todo o vazio,
daquilo que tu és e que preciso...

Invado-te e me ponho despojada,
de tudo que há em mim e que te basta,
ao teus ouvidos sopro o meu poema,
e a tua forma assumes sem juízo...

Quarto calado e sua voz entrando,
em elos mais unidos me querendo,
estou contigo e tu estás comigo...

Me arranhas na saudade diluída,
e a tua alma inteira me deseja,
tudo não passa de paixão... me beija!

Dorothy de Castro. 
Ver menos
XXX

SONETO ESTILHAÇADO
Apague esse desejo e as fantasias
que as melodias vibram em sua boca
tão louca exponho essas fotografias
e grito em desespero e fico rouca...
Mulher de pedra de profundos rios
guardo os ciumes que o poeta inspira
mordo as paixões em todos os meus cios
destruo a poesia quebro a lira...
E na urgência desses beijos loucos
que nunca um outro amor tenha provado
reclamo e te declaro que são poucos...
Espreito agora o amor em branco e preto
os versos ciumentos são fadados
a ser os estilhaços de um soneto!
Dorothy de Castro




PARTO DE ROSAS

Observem,
É a primavera
que chega toda orgulhosa,
Até mesmo os galhos secos,
Dão à luz as suas flores...
e entre paixões,
Entre amores , nasce
A perfumada rosa...
vermelha, pra dama triste
Branca pra moça donzela,
amarela pro poeta,
Junto com a fita amarela
Gravada com o nome dela...
os passarinhos entoam
Canto de acasalamento,
bicam as penas do seu bem,
E a mulher jura que tem
saudades do casamento,
Mas é só a primavera,
a mais bonita estação...
Que se prepara na espera,
de um doce e quente verão

Dorothy de Castro 
Ver menos



❤ ❤ ❤ Boa noite, que seja leve, doce repleta de amor e paz!!! Beijos & Carinhos meus... ❤ ❤ ❤

"Eu sou na certa o vício que consome, 
o dia e a longa noite do poeta...Eu sou o amor, tesão que mata a fome... Sou a paixão por ele consumada... Sou tudo e nada, a droga desejada!"

Dorothy de Castro

Aquilino L. Teixeira ·

No coração fervilham as emoções
No teu corpo lindo nu os desejos
Das minhas imaginações
Nos teus redondos seios os fraquejes
E minhas desilusões
Porque não te tenho nas paixões
E no espirito vagueia, numa porção
Do teu nada
A tua maravilhosa noção
Que o amor meu é grande
Não és enganada!
Estou esperando que o vento mande
Que sejas enfim! Minha amada!
Aquilino





NEM MAIS UM PASSO

Para que o verso não se perca à noite,
Vamos fingir que a poesia dorme,
E escravizar,os sonhos que o poeta tem...
Que venha, a farta luz iluminar meu corpo...

Que o vento furioso passe ao largo,
E as minhas formas te mantenha estático,
Meus olhos cobiçosos te chamando,
Nem mais um passo meu amor, espera...

Daqui à pouco o encaixe delicioso,
A entrega voluptuosa de nós dois,
O burilar das mãos, em nossa pele...

E a minha boca mais do que atrevida,
Vai te mostrar o Éden com que sonhas,
Terás fartura dos orgasmos meus...

Dorothy de Castro 
Ver menos




Solange Holme

As poesias encantam fazendo declarações em atos de agrados com um carisma doce e belo transforma verbos de palavras em sonetos de amores com luzes na calçada e na cama sem palavras de sentidos dando sinais onde acho mais belo e mais forte das seduções...
.
....
✿➽Sσℓαηgє Hσℓmє➽✿ ●●●●●
....












Me orgulho de quem herdei meu dom... Minha Mãe!
Cios de Loba,
Gosto de me esconder atrás de mim,
Assim fico envolvida, emaranhada,
Inquietações se fazem misturadas...
Difícil pode ser me decifrar,
Tento me superar e o que vier,
Direito de ser louca; ser mulher...
Prazer intenso oba! Cios de loba...
Minha libido assim ressuscitada,
Loucura temporária? Não! Sou amada...
Dorothy de Castro - (Escrito com Batom)




GRITOS DE AMOR

Pedir à Deus que me renove a alma
que arranque do meu peito a solidão
que de andarilha já não tenha os passos
e outros braços não me busquem em vão...

Pedir aos céus que em presumidos voos
gaivotas passem rentes como antes
num desenhar de belas bailarinas
e tragam mais amor para os amantes...

Pedir aos mil fantasmas que me rondam
que afastem tantos beijos que imagino
respeitem por favor a minha dor...

Pedir que essa loucura seja breve
e se não for pra longe então me leve
pra não ouvir os gritos desse amor!

Dorothy de Castro 
Ver menos



SONETO PASMO
Vou me arrojar inteira dessa vez
pasma ao amor que descobri em ti
não creias que eu temia sou tão forte
apenas não queria machucar...
Mas pude alimentar-me em tuas dores
e praticar o amor que nasce agora
oh, sim, sim, sou tua amada amante
meu coração é manso como a pomba...
Os seios trêmulos te ouvem a voz
e dão sinal na espera que acalentam
tomba os desejos e me farto em nós...
Irei contigo sabe Deus pra onde
na altivez perdida mansa e plena
pasma ao amor que descobri em ti...
Dorothy de Castro Poeta.
Nenhum texto alternativo automático disponível. 










Boa noite, que seja leve, doce repleta de amor e paz!!! 
Beijos & Carinhos meus...

"Eu sou na certa o vício que consome, 
o dia e a longa noite do poeta...
Eu sou o amor, tesão que mata a fome... 
Sou a paixão por ele consumada... 
Sou tudo e nada, a droga desejada!"

Dorothy de Castro



No coração fervilham as emoções
No teu corpo lindo nu os desejos
Das minhas imaginações
Nos teus redondos seios os fraquejes
E minhas desilusões
Porque não te tenho nas paixões





SONETO EM PAZ.
Deixem dormir em paz o meu soneto,
Esquecido de métricas, tônicas e rimas,
Nessas quatorze linhas amarrado
Fugindo das palavras desolado;;;
Formas antigas de escrever soneto,
Usadas do meu jeito, sem consulta,
Sem temas ideais e sem preparo,
Sem a licença poética, é claro...
O vento sopra e vem não sei de onde,
Com palavras de amor pra eu escrever,
Quem sabe, ao meu soneto devolver...
O ritmo, que falta nessas linhas.
Deixem dormir em paz o meu soneto,
Não são palavras certas, mas são minhas!
Dorothy de Castro.






AO POEMA.
Eu quando te escrevi, estava bêbado,
Não sei das taças de vinho quantas foram,
Mas, foram muitas, vinho barato eu sei,
Porém, no entanto, me embriagaram...
Eu quando te escrevi, estava louco,
E pouco me importei com a simetria,
Sinônimos? Não procurei... Só poesia,
Debrucei-me, sobre ti e escrevi...
Eu quando te escrevi te fiz bem triste,
E como eu, triste que sou, e bom poeta,
Em nosso olhar sem vida nos olhamos,
Um sopro do poema foi saindo...
Agora, estás escrito e talvez bonito,
Alguns te acharão e outros não,
Dorme dentro de mim e se conforme.
Pois te escrevi com alma e coração!
Dorothy de Castro




7 outras pessoas
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POETA AO LARGO
La vai seguindo esse poeta ao largo
Da rua morta quase sem ninguém
Somente o sol de primavera brilha
Pardais silenciosos vão também...
Vai esperando os versos vagabundos
Que ao seu encontro traz palavras lindas
Para escrever poemas mais profundos
Na urgência das passadas segue ainda...
Ao largo do caminho vai o bardo
O som da poesia em sua mente
Na forma d’algum blu anunciado...
Mas a canção não trás contentamento
Ele é poeta e a inspiração conhece
Carece da loucura como alento
Dorothy de Castro.
Tela de Paulo Camargo - Ribeirão Preto


ALÉM DOS VERSOS;
E aqui nasceste num espaço meu
Numa reserva de infinitos sonhos
Homem cor de amor lábios de vinho...
Aqui cantaste como um passarinho
Trina de amor ao seu amado bem
Aqui me procuraste e a mais ninguém...
És meu... É meu grito nas campinas
E o meu olhar te guarda nas retinas
E a minha boca louca pede vem...
Porque te embalo em meu colo quente
Porque te quero desesperadamente
E tu me queres louco igual também...
Chama-me com essa voz maravilhosa
Acaricie em beijos minha rosa
Eu te devolvo em versos... mais além!
Dorothy de Castro




4 outras pessoas
.

AMOR DE PRIMAVERA
E para justificar o nosso amor
convoco a primavera multicor
e peço a ela a flor mais desejada
a rosa tão vermelha e aveludada...
Atordoados pelo que parece
uma oferenda numa doce prece
fechamos nossos olhos e oramos
pela felicidade que buscamos...
A primavera vem tão ruidosa
nos oferece seus botões de rosa
nos galhos encantados do jardim...
E fico imaginando aqui comigo
que a primavera veio como abrigo
pra te fazer morar dentro de mim!
Dorothy de Castro




AMOR E ÓDIO - Dorothy de Castro
Quando me amas, ah, quando me amas...
vês mais estrelas em mim do que no céu,
e a tarde desmaiada pinta em chamas,
um quadro avermelhado entre os véus...
Tudo se altera em mim, quando me amas...
tenho a beleza de Vênus em meus seios,
e o olhar de Afrodite onde derramas,
todo o desejo de chegar-me aos meios...
Porém, quando me odeias e me odeias...
até em nossos mais íntimos idílios,
o sangue corre louco em suas veias,
me olhas no profundo dos meus cílios...
Um gosto amaro e doce em sua boca...
após beijar-me com loucura e ardor,
faz em teu corpo a simbiose louca,
e em ti vês misturado, ódio e amor!

15 outras pessoas
.

AMOR INDIZÍVEL
A súplica dos corpos teu e meu
vem nessa noite em gritos abafados
pedir perdão à quem nos tenha amado
Fazer o que, se somos atrelados
desde a manhã na frouxa luz do sol
até à noite do indizível amor...
A chama insólita da paixão resiste
à tudo que dançando queima e arde
qual urro de uma fera atormentada...
Translúcida performance da febre
que nossos corpos dançam no desejo
desses queimados lábios onde o beijo
Deixa selado o amor talvez covarde
tão sôfregos que somos tu e eu
tão loucos que de nós mal sabe Deus!
Dorothy de Castro









EU E A VIDA

Ergueu-se frente a mim um barranco
enorme e intransponível, era talvez
a vida à me fazer doer, para saber
que nada me era permitido, que perdido
seria o tempo e o vento, no enlaço
dum abraço, que envolvia nós duas...
eu e a vida, à suplicar de volta,
o corpo retesado, ansiado de amor!

Dorothy de Castro 



CONCLUSÃO

Eu sou como sou,
Ardente...
Mulher tranquila,
Indecente..
Você não vê,
Mas pressente...
Que te arranho,
Em sedução...
Te parto em duas metades,
Uma pra sentir saudades...
Outra, pra viver paixão!
Neste papel, te dou tudo,
Versos de amor, que desnudo,
Como flor despetalada...
E te mostro essa pesquisa,
Dentro da tua camisa,
Só tem meu nome...
Mais nada!

Dorothy de Castro. 
XXXX






28 outras pessoas
.

FALO DE MIM
Desperto em ti , desejos
Sou tua musa, me usa em beijos
Me desfolha a flor...Sou teu amor!
Falo de mim,pois sim, sou tua lenda,
O teu conto de fadas ...Amor entenda
Embriagante, sou o teu licor!
Sou essa boca aberta que engole a tua
Sou essa lua esperta que fica nua
E invade a tua cama...Sou tua flor!
Dorothy de Castro.

XXXXXX


24 outras pessoas
.

OS AMANTES
Estavam ali abraçados silentes.
brincavam nus no pequeno quarto
dizem que ela era alva como a lua
cheirava à Dama da noite adocicada...
Ele moreno cantava com voz rouca
e sensual em sons veludosos e os dois
se enrolavam como gatos vadios no cio
um jarro de água fresca testemunhava tudo
Se bastavam egoisticamente sem lei
seus corpos moldados sobre a cama
examinando-se com volúpia entre beijos...
Estavam ali, úmidos e mornos já
satisfeitos em sua entrega na água
jovem buscada pelos dois amantes!
Dorothy de Castro

https://www.facebook.com/SonetosdeDorothydeCastro?locale=pt_BR

XXXX


35 outras pessoas
.

AMOR EXPOSTO
Eleve a tua voz, grite, publique.
que o mundo saiba dessa insanidade
e se verdade for estenda o amor,
por raças, praças e até pela cidade...
Pinte quem sou e diga algo mais,
talhe meus olhos como fosse a lua,
nua me ponho para que me crie,
deitada em relva verde por demais...
Expõe o teu amor tão raro e belo,
juntando emblemas colorindo versos,
À vívida atração que causo em ti...
E o nosso amor será profetizado,
pelos poetas que ao buscar os temas,
Farão poemas como nunca li !
Dorothy de Castro






7 outras pessoas
.

A LIBERDADE PROPRIAMENTE DITA
Ser livre pra fazer caretas nos espelhos
do busão... hoje à tardinha, eu na minha
cadeira preferencial, não vejo mal algum
sou só mais um, com olhos bem vermelhos...
Meus ombros suportam uma tragédia qualquer,
que porra de mulher é essa, que não sai
correndo pela vida, com cãibras doloridas
por falta de potássio ou de banana?
A britadeira abre o asfalto e o salto alto
se enfia nos buracos, finjo dormir e não
desço nesse ponto, pronto... passei,
mas a mulher caiu e ninguém viu...
Ninguém sequer olhou, mas era livre
para cair, mostrar as calças diminutas,
que só as putas usam pra seduzir...
batom vermelho na boca, livre e louca!
Dorothy de Castro



CONCLUSÃO
Eu sou como sou,
Ardente...
Mulher tranquila,
Indecente..
Você não vê,
Mas pressente...
Que te arranho,
Em sedução...
Te parto em duas metades,
Uma pra sentir saudades...
Outra, pra viver paixão!
Neste papel, te dou tudo,
Versos de amor, que desnudo,
Como flor despetalada...
E te mostro essa pesquisa,
Dentro da tua camisa,
Só tem meu nome...
Mais nada!
Dorothy de Castro



32 outras pessoas
.

SENSUALIZANDO
"Quem disse Berenice"?
que as velhas não são amadas
que não sabem fazer nada
não creia nessa tolice!
Aprenderam com a vida
o bê a bá da paixão
alvoradas de tesão
romperam na madrugada!
Perdidas em labirintos
Inda partem pro combate
e reze pra que não mate
uns e outros mais distintos!
Tem bagagem de montão
e muita sensualidade
complexo de inferioridade?
ah, "Berenice" ... Tem não!
Dorothy de Castro





A NUDEZ DELA
Ela nua...quase uma confidência
de amor, limite do desejo, beijo
extrapolado doado em minha boca,
ela louca e totalmente nua...
Nua...de palavra e confissão por mim
apaixonada, fala e se exaspera, era
assim que a via pela manhã, louçã
e feminina, menina e bem vivida...
Deixava também nua a cama quente
jogando fora os panos alvos de textura
macia, e me doía os olhos de a fitar,
os seios empinados de bicos róseos...
Ela nua...minha porção mulher,
mais que esperada, uso e abuso dela,
em pensamento apenas, respeito
seu momento de frescor... Ela o amor!
Dorothy de Castro



AUGUSTIANDO - I I I
Não sei se viram a minha solidão
agonizando sem nenhuma entrega
insisto em ser um pássaro noturno
de cujo canto faz lembrar a morte...
É muito pouco uma vida apenas
quase sem rumo vago pela noite
e bato alucinado em vários galhos
a natureza geme e se contorce...
Eu solitário e pária do destino
ajoelhado sem sentir as pernas
pássaro negro já perdi o foco...
Salve-me Augusto desses Anjos
todos, que não verei o céu pela
heresia, pedir à Deus as "Outras Poesias"!
Dorothy de Castro


22 outras pessoas
.

O JARDIM E A ROSA.
É tão amada quando se descobre
e corre arrebatada pros meus braços
sequer me olha, olhos bem fechados
chega sonhando e arrematando espaços...
Esfrega a pele em meus pelos ralos
encosta os bicos dos seus seios róseos
em minhas costas firmes e excitadas
namora todos os meus pontos fracos...
Promete o mundo numa noite virgem
é mais desarvorada que uma pomba
quando arrulhando trepa sobre mim...
Depois se vira e me recebe louca
é tão amada quando se descobre
voluptuosa é rosa e eu jardim...
Dorothy de Castro




AMOR E ÓDIO
Quando me amas, ah, quando me amas...
vês mais estrelas em mim do que no céu,
e a tarde desmaiada pinta em chamas,
um quadro avermelhado entre os véus...
Tudo se altera em mim, quando me amas...
tenho a beleza de Vênus em meus seios,
e o olhar de Afrodite onde derramas,
todo o desejo de chegar-me aos meios...
Porém, quando me odeias e me odeias...
até em nossos mais íntimos idílios,
o sangue corre louco em suas veias,
me olhas no profundo dos meus cílios...
Um gosto amaro e doce em sua boca...
após beijar-me com loucura e ardor,
faz em teu corpo a simbiose louca,
e em ti vês misturado, ódio e amor!
Dorothy de Castro






FIM DE FESTA.
Morro... E é tão normal,
é tão comum que morro,
assim, como um animal
que sou, como um cachorro...
Talvez, me chegue a hora
da despedida, dessa festa,
de dar adeus e ir-me embora,
depois da vida a morte é o que resta...
Não tenho medo e sequer tristeza,
vivi o quanto pude me fartei,
escrevi livros, arvores plantei...
E do meu ventre fiz nascer os filhos...
amei e fui amada em demasia,
agora morro e deixo...a poesia!
Dorothy de Castro



TURBILHÃO
Saio da poesia, como quem
sai do ultimo desastre literário,
onde se lia, um verso ordinário
que comporia o sórdido poema...
Em cujo tema, se buscou motivos
e nada de os achar e nada
e corro como louca pela estrada,
em gritos inaudíveis e soluços...
Saio de mim, da alma impura,
do corpo injusto que reclama,
uma necessidade de quem ama...
Saio do vórtice, da incerteza
e assumo como poeta que sou,
que mais que eu... ninguém amou!
Dorothy de Castro


"MARIA VAI COM AS OUTRAS"
Eu, se fosse Maria,
iria com as outras...
ao mercado, padaria,
ao cinema, sem problema...
Eu se fosse Maria,
faria desse dia,
um poema e usaria
como tema a dor suprema...
Eu se fosse Maria,
faria chuva ou garoa
e sairia à noite de boa
à passear com outra Maria...
Eu se fosse Maria,
mas eu não sou,
eu simplesmente
sou como as outras... vazias!
Dorothy de Castro


LIRA PRECISA
Que a tua lira seja bem precisa
a me falar de amor constantemente
em minha direção o amor avisa
de paixão sofrerás inutilmente...
Um significado já não tenho
para que cantes tua poesia
acaso sabes de onde é que venho?
então me digas se ainda crias?
Vence a razão e louca te pareço
por livre ser essa loucura segue
em versos me pedindo que sossegue...
Sossegues tu também a tua lira
muitas mentiras falarão de mim
mas nunca encontrarás amor assim!
Dorothy de Castro


UM SONETO MORTO
De mais à mais, o que mais preciso,
é pertencer à mim somente...
é ser inteiro meu e verdadeiro,
é me bastar durante a madrugada...
A minha solidão por mim velada,
contida em gritos que ninguém escuta,
e aos fantasmas já não faço medo,
brancas figuras se distanciando...
Do amor extremo só uma vontade,
de abraços ternos pelo corpo inteiro,
sabendo ao longe uma saudade louca...
Suponho morto agora esse soneto,
tão pobre em falas sem maiores trovas,
segue levado pelo vento às covas!
Dorothy de Castro




MEUS ERROS
Errei eu sei...mas, onde foi que errei?
se nada combinei e com ninguém
travei, batalhas à que me desse bem,
nem aos canalhas, mal eu desejei...
Assalta-me um destino, ora pervertido
e o medo de saber a quantas horas anda,
os passos que por certo o desejo manda,
que siga se arrastando à barra do vestido...
Aos que me sabem a dor se calem,
peço agora...que nada se propague,
que mande embora, apague...
O fogo,cuja chama vem queimar-me
o peito...sem direito ao menos, de carregar a flor,
plantada pelo beijo do meu querido amor!
Dorothy de Castro








ASSUNTOS LIVRES
Eu, se livre fosse amado, livre fosse,
se me deixassem voar qual passarinho,
se me crescessem asas, não me ouçam
esse lamento,iria amado ter contigo...
E desceria e plainaria os pés quem sabe,
em tua casa de paredes verdes...
como as folhagens que admiro tanto,
onde me fortaleço em teu abrigo...
Se a liberdade desses meus caminhos,
soprasse, um ar mais puro em meus pulmões
e os nossos corações batessem juntos...
Não se perturbe por esses assuntos,
escrevo tudo como fosse em brasas,
que minhas asas tristes chamuscaram!
Dorothy de Castro;



ESCUDO

Morrer de amor, morrer, ai quem me dera...
Poder chegar aos céus de peito aberto,
Dizer à Deus, que tudo foi tão certo,
Porque morrer de amor foi minha espera...

O coração sentir, se despedindo,
De ti amor, por quem eternamente,
Entre suspiros amorosamente,
Fui esperando, fui me destruindo...

Saber que sou poeta e infeliz,
Que estou a amar-te apesar de tudo,
Que uso meus poemas como escudo...

Morrer de amor numa paixão completa,
Existirá ventura maior, amor me diz:
Deixar escrito o adeus desse poeta ?...

Dorothy de Castro 
Ver menos


SONETO DO ETERNO AMOR

Sucede à um desejo outro desejo
Na cama branca de lençóis festivos
Vivos os corpos meu e teu só vejo
Beijos molhados doces e lascivos...

A luz é fraca quase não se enxerga
Somente faz sentido o choro amargo
E o gosto desse choro a boca enverga
Como se fosse um riso muito largo...

Invoco a lua que no céu passeia
Peço que venha nos cobrir com raios
E nem precisa ser a lua cheia...

E o vento frio à espalhar saudades
Desvenda nossos corpos em desmaios
Faz-se o amor por toda a eternidade!

Dorothy de Castro 
Ver meno
s



SE...

Ai se tudo nessa vida fosse um fado
Ai se estrelas desse céu fossem cadentes
Ai se os beijos que pedi me fossem dados
Ai se o amor não fosse a dor que agora sentes...

E se tu mulher pudesses se encantar
Com os fados que te canto amargurado
Quando triste com a voz entrecortada
Eu me transporto ao mundo apaixonado...

Tenho comigo que nunca serei visto
Como o amor que anseias tão serena
Tenho comigo que nada, nada disto...

Será o bastante pra deixar sequer
Em minha voz cantante eu só existo
No falso olhar que tens mulher...mulher!!!

Dorothy de Castro 
Ver menos



TE AMO!

Te amo
e é tão sublime isso!
um misto de ternura, de feitiço,
de vendaval, de calor,
de carnaval

Te amo
e nada há que explique!
nem dicionários nem
livros ordinários...
nem caciques

Te amo
e o vento ri de mim!
que grito assim,
teu nome como louca...
abrindo a boca

Te amo
ah, eu te amo!
e isso é tudo,
não sei se acredito
ou se me iludo...

Mas eu te amo
sim,
te amo e fim!

Dorothy de Castro
XXXXXXX
SUBLIMAÇÃO

Existo nos teus versos redimida
de todos os pecados, apontados...
contradições de nossas ligações,
onde o amor nos chama à doce vida...

Meu corpo unido ao teu, feliz descansa,
depois do amor, feito na tarde ensolarada,
entre ânsias e gritos se aconchega,
onde sublima essa nossa dança...

Tudo à lembrar o cântico da vida,
fazendo amor na poesia pura,
existo nos teus versos redimida...

Choram teus olhos de saudades minhas,
ah, meu amor, morremos de desejos,
exaustas nossas bocas... tantos beijos!

Dorothy de Castro
Ver men
os



SONETO EXPOSTO

Eleve a tua voz, grite, publique.
que o mundo saiba dessa insanidade
e se verdade for estenda o amor,
por raças, praças e até pela cidade...

Pinte quem sou e diga algo mais,
talhe meus olhos como fosse a lua,
nua me ponho para que me crie,
deitada em relva verde por demais...

Expõe o teu amor tão raro e belo,
juntando emblemas colorindo versos,
À vívida atração que causo em ti...

E o nosso amor será profetizado,
pelos poetas que ao buscar os temas,
Farão poemas como nunca li !

Dorothy de Castro


https://www.facebook.com/photo?fbid=1695444967376133&set=a.1694528610801102&locale=pt_BR


EU E O LOBO

Vendo que a vida em mim se reduzia
à solidão de embriagante vinho
deixei fluir sobre o papel branquinho
amargas frases de uma poesia...

Olhei-me no cristal frio dos olhos
como um vitral de coloridos sóis
fruto espinhoso dentro dos abrolhos
sem ter o amarelar dos girassóis...

Um homem triste um lobo solitário
na mais profunda estepe da loucura
uivo sentindo o peso do calvário...

Meu cálice de vinho chega ao fim
ultima gota na garganta seca
deixo exilado este soneto em mim!

Dorothy de Castro 
Ver meno



CHORANDO EM VERSOS

Chore comigo a ausência que se mostra
em nossa carne um despertar profundo
maior que todas as dores desse mundo
entre repuxos acordando em nós...

Espalme tuas mãos pelo meu corpo
sinta saudades dos meus beijos quentes
e esmague a boca em beijos diferentes
desesperados num desejo atroz...

Tão sem vergonha seja o nosso amor
e ostente à quem quiser olhar de perto
o entra e sai dos astros céu aberto...

Chore comigo agora essa saudade
não se envergonhe de chorar te imploro
lembrando de nós dois eu também choro!

Dorothy de Castro

FIZ POESIA

Varasse a dor que me plantou no peito
Haverias por certo de enxergar
O que me reservasse Deus do céu
Sendo poeta eu carreguei a cruz...

Eu tive dias e noites de ansiedade
Meus gritos ecoaram no infinito
Fiz poesia...ladrei...fiz poesia
Absorvi a dor do imenso amor...

Teria sido a vida mais ingrata
Num deslocar de ossos se quebrando...
E a juventude onde a juventude?

De tanto amor a musa me vestia
Às vezes no calvário me arribava
Fiz poesia...chorei...fiz poesia!

Dorothy de Castro


Tempo e Poesia

Vai o poeta recriando a fala
Linguagem nua e crua no poema
Vai criando o mundo em doce tema
Radicaliza tudo e tudo cala...

Planta raízes tortas em solo reto,
Numa linguagem de troncos e de ramos
Sendo abstrato ser vira concreto
Fala das flores de que tanto amamos...

Vive em conflito tempo e poesia,
Anônimo, o poeta faz magia
Restaura agora o homem já sem voz...

Tenta explicar a vida, nada explica,
Dois eixos bifurcados onde fica
Manipulando a poesia em nós!

Dorothy de Castro 
Ver menos

 










RECEITA DO SONETO

Vem da distância que a buscar o amor
Tece a saudade em pontos de agonia
Numa receita escrita em poesia
Guarde a receita escrita por favor...

Vem da mulher que lembra com presteza
Momentos idos de ardorosos beijos
Distribuídos com uma tal destreza
Por uma boca de ávidos desejos...

Sossega em transe dentro do poema
Que sonetando vai seguir viagem
Já tem a solidão já tem o tema...

Abril chegando em lúdicas paisagens
Recorda o corpo moço e roçador
Guarde a receita escrita por favor!

Dorothy de Castro —

XXXX
Vem...
E fique numa boa,
Você sabe.muito bem,
Que eu sou, boa pessoa,

Sabe que eu não brigo,
Não ligo, pra coisa atoa...
Mas venha de cara limpa,
Pois quem menos corre, voa!

Dorothy Castro., 
Ver menos
XXXXX

Novidades...
Novo é o ano que se aproxima,
Novo é o discurso.governamental,
Novo é o vestido branco da menina,
Já que ela usou vermelho no natal...
Velho é o diabetes que carrego,
Uma doença cretina por demais,
Que pode me deixar,quem sabe
cego,
E nunca foi herança dos meus pais...
Ainda assim, na vida,o velho e o novo,
Convivem lado a lado como irmãos,
Esqueço o velho, e o novo, eu absorvo...
Começa a festa, vamos dar as mãos!!!
Dorothy Castro.



Olha só...
Eu não corro, porque eu sei que morro,
Mais dia menos dia...
Vou indo tranquilamente
Sem querer passar na frente,
Tão pouco furar a fila...
Já corri muito na vida,
Já ganhei a São Silvestre,
Dei até golpe de mestre,
Só não fui mulher da vila,
Trabalhei de secretária,
Lidei com gente ordinária...
Mas aprendi fazer nó...
.Deixei de ser aprendiz,
Estou feliz..Olha só!!!
Dorothy Castron
Por amor a poesia
Troquei o sol pela lua,
A noite media a rua,
Dormia um pouco de dia...
Por amor, pela paixão,
Que a poesia inspirava,
Por tudo que ela me dava,
E se eu merecia ou não,
Eu não sei, não perguntava,
Passei a fazer poemas,
Gostando do que
escrevia...
Os mais variados temas,
Por amor a Poesia!
Dorothy Castro

Conclusão
Eu sou como.sou, ardente...
Mulher tranquila,indecente,
Você não vê mas, pressente,
Que te arranho em sedução...
Te parto em duas metades,
Uma, pra sentir saudade,
Outra, pra viver paixão...
Nesse papel, te dou tudo,
Versos de amor, que desnudo,
Como flor, despetalada,..
Eu te mostro essa pesquisa,
Dentro da sua camisa,
Só tem meu nome,
Mais nada!!
Dorothy Castro


O abc. .
Eu quando sofro, escrevo e escrevo tanto,...
E escrevo bem também,
Poeta e santo que sou,
Escrevo o amor...
E a dor que vem,
Molhando o rosto, do pranto,
Que agora tem, todo o desgosto,
Posto que vim ao mundo para sofrer...
E amar e amar você!
Dorothy Castro


Quando pra sempre eu me for,
Lembra de mim com carinho...
Deixo essa trova de amor,
Prá não te deixa sozinho!
Dorothy Castro
Tenho que trazer para mim,
para perto de mim,
para dentro de mim ,
aquilo que eu preciso para sobreviver, ainda que eu tenha que buscar na poesia.
Cantada
Falada,
Escrita,
Saída do coração, da alma ou do ato sexual lembrado pelo poeta...
Me faço viva, linda e audaciosa de versos!
Dorothy Castro


...Disse uma flor a outra flor: Nasci pra amar você,
Mas, não repare, que de repente, a minha voz se cale, e eu tenha que partir,.. Não sou daqui, sou lá do
vale...Vale da Morte agora e embora eu seja, tão perfumada flor, .meu tempo é curto...e às vezes, surto só pensando nisso...
Já nem espinho eu tenho, e a minha cor vermelha é desbotada,. Perdi o vico,..perdi o olor...
A outra flor, silênciada de tristeza ouvia, o que a pequena flor dizia,
Achei aquele adeus,uma beleza
E resolvi fazer a poesia!
Dorothy Castro

Adeus...
Não vem comigo não,
Não vem porque eu não vou perto...
E não é certo o caminho,
Eu vou sozinho, vou ligeirinho...
E só tem pó no rastrinho.
mas não espere por mim...
Não tem volta, criatura,..
O lugar é uma lonjura
E só meus pés vão saber,
Se eu vou sobreviver....
Nessa última aventura!
Dorothy Castro.







TEXTURA

Sabe o que importa meu amor? Os astros...
Que ao cair na terra em rodopios, soltam
Fagulhas, cantam na voz do vento
Um canto lento, a lamentar nos rastros...

Não existisse o tempo que consome
O corpo, a alma, os delirantes cios, voltam
A praguejar a sorte, por ser má e louca
Se preparando para beijar-lhe a boca...

Onde a textura é mais macia, explode
Nos dedos longos desejando os seios
Entre os decotes fundos do vestido

Não tem sossego imaginando um meio
De estar nos meios brancos das cavernas
Abrindo as pernas entre as minhas pernas!

Dorothy de Castro 
Ver menos


QUE TUDO...
É madrugada e chove balançando
os galhos que se curvam na alameda
humildes açoitados pelo vento
assoviando triste uma canção...
Um coração se abriga e ouve o som
das águas escorrendo na vidraça
os olhos embaçados nada veem
sentindo a dor do amor na melodia...
Parceiros eu o vento e a madrugada.
num lamentoso farfalhar dos galhos
cantamos essa opera dos troncos
e a seiva escorre como visgo ardido...
Somos inteiros porém bipartidos
Pela paixão que a chuva ruidosa
lembra dois corpos nus que se precisam
que sedução! Que tudo! Que saudade!
Dorothy de Castro


Ao que já foi
Do alto dos meus 51,
Eu protesto,
Contra os machos impotentes desse mundo.
Que não vêem suas fêmeas lá no
fundo,
Do seu desejo noturno e manifesto...
Deitados lado a lado como irmãos,
Ela contem a ânsia de
abraça,lo,
E suplicar, as mãos o beijo,
o falo,
E tudo o mais, que seja seu direito,..
A noite, é agonia de quem sente,
,O peito a latejar de febre louca,
A vontade de ouvir daquela boca,
Coisas de amor de quem já nada sente...
Olhar o teto, e ver dependurada,
A chuteira de quem já foi grande goleiro,
Ficar chorando até de madrugada
passando a mão na bunda do
guerreiro!
Dorothy de Castro.(Livro Orgasmo Poético)











CORAÇÃO DESNUDO
Eu dispo o coração, tiro-lhe a roupa
e outras vestes, costuro num sentir...
postas as mãos, do meu cadáver frio,
desconheço o destino, que me rouba de ti...
Vazio, é o livro de poemas ocos,
faltou talvez a rima nessa poesia...
ah, garoto que és e não sabes sofrer,
nem viver, nem morrer em meio à melodia...
Fecho a porta do quarto vagarosamente,
e sinto a inutilidade tosca dessa vida,
minha mão, deixa escrito o verso derradeiro...
Tão nu é o coração que fora baladeiro,
agora ,vai dormir propositadamente,
meu corpo bailarino, ensaia a despedida!
Dorothy de Castro



VIAGEM
Chorem comigo em comunhão
por essa dor de amor extremo
que já foi inteiro e bipartiu
quando eu também parti ...
Fiz a viagem e trouxe junto
com essas malas as minhas
falas que desarmadas vieram
caladas com dó de mim...
Pela vidraça estrelas mortas
se despedindo e também indo
corriam céu afora se embora...
A lua comigo raios na cara
me manda beijos para acordar
diz que chegamos que é hora...
De regressar!
Dorothy de Castro




Dorothy Castro está com Mírian Warttusch e 
28 outras pessoas
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FALO DE MIM
Desperto em ti , desejos
Sou tua musa, me usa em beijos
Me desfolha a flor...Sou teu amor!
Falo de mim,pois sim, sou tua lenda,
O teu conto de fadas ...Amor entenda
Embriagante, sou o teu licor!
Sou essa boca aberta que engole a tua
Sou essa lua esperta que fica nua
E invade a tua cama...Sou tua flor!
Dorothy de Castro.





























 

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